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Nunca vão te corresponder!

Você digitou a última mensagem. O que era ideal, agora se encontra sem direção e não te corresponderam. Você vai começar a questionar o que fez para chegar no final de tudo isso. Você pode lembrar tão bem como foi feliz no início. Você vai pensar em quebrar a casa. Matar todos os seus sentimentos mais bonitos.

Vai pensar que embarcar em uma nova aventura no amor para esquecer outra pessoa ou para passar a viver sua vida bem é cometer suicídio. Ninguém te ensinou a lidar com as expectativas frustradas que você empurrou do precipício. Ninguém te ensinou que, quando você aprende que é tão bom alguém poder estar contigo, essa mesma pessoa pode lhe virar as costas, te deixando completamente só.

Afinal, cada um tem suas justificativas e seus irrevogáveis motivos. Ninguém vai te lembrar disso. Você vai ter que encarar essa espécie de limbo quando a única coisa à sua frente é um abismo. Quando o seu coração está dolorido, ninguém precisa falar como foi sofrido, mas eu gostaria que você tivesse sentido tudo o que senti ou ao menos ter me ouvido.

Um amor não correspondido sempre vai esperar ser compreendido, mas não se engane.

O que era para terminar bem para os dois, não vai fazer o outro se importar com os seus traumas e riscos. Sofrer, para quem perdeu por estar no lado mais enfraquecido, vai se tornar um vício. Um sonho destruído sempre tem a esperança de acreditar que, com os caquinhos, dá para se manter unido. Eu sei que vai doer, mas você precisa pegar as melhores lembranças transformadas em esperanças, recolher tudo e jogar na lata de lixo.

Evite lembrar o quanto foi bom, já que depois você sabe que isso nunca mais poderá acontecer. As lembranças boas de coisas que não voltam mais são o que fazem doer. É engraçado. Você vai falar consigo, a todo tempo vai dizer: “Eu poderia perceber.” Mas você percebeu, só que você se recusou a ver.

Te seduziram.

Eu não quero culpar ninguém por me frustrar; talvez, no meio disso tudo eu só queira ter era a certeza que tinha encontrado o meu lugar. Que eu não teria que me preocupar em me trocarem. No meio das minhas brigas, dos meus berros e do meu grito, em tantos anos eu só estava tentando buscar um abrigo. Talvez eu nunca vá encontrar isso. Talvez esse seja o meu destino.

Talvez em tudo o que eu tentei ficar, cada relacionamento que eu tentei consertar e me encaixar, eu só tivesse que nunca ter parado. Eu só deveria ter seguido. Eu não sei quando eu vou me recuperar. E eu cansei de ouvir coisas como: “Você passa por cima disso”, “Você é forte”, “Ele não tinha te merecido”, “Você com certeza vai encontrar alguém que vai te amar”. Mas eu cheguei a um ponto, amigos, que eu deixei de acreditar nisso.

Eu agradeço a todos os meus “amores” não ou mal correspondidos por me frustrarem com as melhores promessas, os melhores beijos, os melhores sorrisos que nunca iriam se repetir mais do que duas ou três vezes até tudo afundar. O amor não é para todos. Não neste mundo, nem neste lugar. E o meu sonho de poder acordar sã, que eu fiz a escolha certa, talvez nunca vá chegar.

Talvez seja isso. Eu tenha me entregado finalmente ao pessimismo.

E eu entrego a chave de ouro a quem contribuiu para isso por último.

Quando você me procurou, eu deveria ter sumido. Quando você me procurou, eu nunca deveria ter te respondido. Saiba que a tristeza que um dia você leu nos meus olhos aumentou, e agradeço especialmente a você por ter contribuído.

Lembre-se de avisar para a próxima garota que a sua última relação não te fez se sentir envolvido, então você precisou culpá-la pelo seu imenso vazio. Ah, é claro, não deixe de mostrar a ela o seu “hall de corações partidos” e que ela vai ser a próxima novidade para te manter se divertindo.

“A cada dia seguido eu me entrego a uma nova decepção que me deixa completamente sem direção.”

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