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Você precisa ver “Extraordinário”

Vamos pegar leve hoje? Vamos falar de “Extraordinário”? Então vem com o Guru Astral!

É um tanto engraçado a história que esse filme (e o livro também, caso prefira leitura) envolve, porque não é só o filme, sabe? Tipo, eu não queria ver tanto assim; tinha visto só o trailer e gostado, mas sabe aquele preconceito ridículo? Pois é. Eu senti. Não pelo menino, mas por achar que: “Ah, mais uma história de superação pra chorar.” Bem, quem quis mesmo ver e quase empurrou eu e minha mãe pro cinema foi o meu pai. Como bom nativo de Touro, ele fez eu mudar todo meu planejamento de folga no sábado só pra gente ir com ele.

Meu pai trabalhou com guruzinhas e guruzinhos com necessidades especiais, então tudo sobre o tema o fascina. Eu tenho muito a agradecer a ele, pois mesmo a gente não sendo tão próximo, não conversando tanto, ele me ajudou em coisas primordiais, como… meu ego.

Eu entrei naquele cinema como inúmeras vezes quando ele me “colocou” para trabalhar com esses seres tão especiais: não dando importância e vendo mais peso e tédio do que aprendizado. E como eu terminei? Com a alma lavada. Mesmo meu pai sendo um crianção (ascendente em Peixes), ele me ensinou a dar valor à simplicidade e parar de reclamar tanto pelo que se tem, olhar pro lado e ver as pessoas que não têm nem metade do que você.

Bem, eu comecei a ver o filme e vi pedaços de mim. Estranho, né? Mas eu me identifiquei tanto. Eu olhei a Via, irmã do Auggie, e, mano… Por um lado eu queria ser como ela, pois por mais que eu tente compreender, é difíocil ver que não consigo descer meu ego mais do que estou hoje. Bem, desculpa. O assunto deveria ser você.

O filme me foi duas horas de desidratação contínua. Eu choro por arte demais, e aí eu me toquei… A lágrima na minha mão e você me veio na mente. “O choro.” Eu não sei com qual frequência você chora, mas não me parece muito. Então eu vi o quanto isso lhe era necessário. O filme era mais do que você travar mais uma vez uma disputa com seu ego (que naquele dia em especial, diga-se de passagem, estava enorme), mas você perceber o quão lindas e simples as coisas podem ser. Eu sei que você repara o simples, mas é uma ou outra coisa que no fundo te representam certo interesse, mas e aquelas que não? Como o próprio filme que eu quase te coloquei na cadeira para você ver. Poderia ser uma besteira há cinco minutos antes de começar, mas foi essencial para que você chorasse. Sem qualquer tipo de drama, mas você precisava de uma limpeza antes de isso tudo começar e, bem… Olhe só onde nós estamos hoje. Deu certo. E você não pode imaginar a minha felicidade.

De uma certa forma esse filme me mudou. A luta do Auggie não deixa de ser a minha, a sua e, mesmo depois de tudo, mesmo depois de, sei lá, tantas tentativas em ajudar, talvez o “fazer” seja a melhor forma de mostrar àqueles que estão perdidos o verdadeiro caminho.

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