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Você já viu “Tudo Acontece em Elizabethtown”?

Elizabethtown? Vamos falar sobre Elizabethtown.

Se você acreditou que o filme é chato pra caramba, tudo bem. Não vou discordar de você, mesmo eu amando esse filme. Ele me marcou muito numa fase em que eu não via leveza em nada. Esse filme pode ser simples, ter uma história não tão emocionante, mas ele me ensinou a valorizar as pequenas coisas. A trilha sonora também me ajudou demais, porque eu me senti entrando em contato com o que é natural, sabe? Nossa… me purificou tanto. Os pequenos dramas parecem não existir quando você realmente entra em sintonia. Mas além disso, eu queria que você entendesse o que cada personagem significava. O Drew Baylor, um metido que achava que sabia tudo (poxa, me lembra tanto alguém) e a Claire, essa mulher que eu amo, porque ela é a simplicidade em pessoa. Ela… consegue sorrir mesmo quando tá doendo por dentro. Ela se transborda e ela se importa com qualquer pessoa que lhe cruze o caminho, além de ajudar. Ela fez um material pro Drew viajar jogando as cinzas do pai — qual pessoa faria isso, não é mesmo? Bem. Há mais do que os olhos podem ver. Há simplicidade. O que você acha que colhe, mas na verdade mesmo… colhe só mais pensamentos confusos.

Sabe, eu lhe indiquei esse filme como uma forma de apresentar que a vida nem sempre precisa de uma verdade buscada. Nossa. A verdade tá no meio do seu peito. Você não precisa se preocupar em fazer as coisas achando que é ou não desapego, e nem vem com a conversa de que você não se preocupa, pois o que você mais faz é isso. O que mais eu vejo, na verdade, é você colocando rótulos em tudo para que você saiba o que tá fazendo e para você não se perder. É como se estivesse jogando pedaço de pão no caminho para saber como voltar para onde está, mas sempre vai ter pombos, aliás… sempre vai ter alguém que vai te puxar para caminhos alternativos que você vai esquecer de marcar e, sabe… não tem nada de mal nisso.

Para quem fala tanto em fluidez, esquece que às vezes nem sempre o que é para ser vai aparecer pronto na sua porta. Você tem que trabalhar, lapidar, se arriscar, se jogar, quebrar suas certezas e pactos que você faz contigo todos os dias. Se você desconfia que a situação é A SITUAÇÃO, se joga. Eu me lembro de ter ouvido você falar que faz isso, mas… “ele colhe ervas daninhas achando que colhe trigo” — palavras do Universo.

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