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Orgulho e amor, Capricórnio

Por que tanto drama se nós nos amávamos tanto? Tirei meus óculos, não importavam agora mais disfarces. E quando me viu, se afastou me dando as costas. Aleguei para o meu orgulho e retornei a minha postura.

Os dias se revezavam entre sol e chuva. Ou era muito calor, ou vinha uma chuva para refrescar a qual tive inúmeras vezes a vontade de sair para poder me molhar, correr, me sujar de lama… Essas coisas infantis a que se apega para tentar esquecer a vida. Porém, mantive meus pés dentro de casa. Eu sabia que para fazer isso eu deveria dar algumas explicações e eu simplesmente não queria. Eu só…

Queria corria para mim mesma e o pior das coisas é relembrar que tive essa oportunidade. Como sempre, a chance de um casamento era uma das “melhores” coisas que poderia acontecer a uma mulher para ser dona de seu próprio nariz. Essa de fato seria a melhor opção se com isso as responsabilidades não aumentassem tanto a ponto de que essa mulher deixasse de viver sua própria vida por outro alguém.

Isso pode parecer ridículo, mas com certeza mesmo com todo seu sucesso, conta bancária estável, incansável trabalhador, encantador macho alfa e oferecedor de uma ótima prole, fugia completamente do status de um príncipe perfeito. A mente dele sempre foi complexa, desde antes mesmo de conhecê-lo eu já percebia isso, mas como boa teimosa que sou, decidi pagar para ver. Pensei que pudesse modificá-lo para melhor e trazer à tona sentimentos que nem mesmo ele pudesse explicar.

Perda de tempo.

Eu, até hoje, depois de tanto tempo me pergunto se para ele eu fui apenas um bom corpo para lhe aquecer a cama. Nunca acreditei quando dizia que me amava.

E com toda essa distância, com um possível “para nunca mais” meu coração ainda lateja de dor. Dor por ter ido vê-lo embora e por principalmente… Não ter feito nada.

Sabe, o que vou dizer agora vai soar muito egoísta para quem está lendo isso, mas… Eu preferia mil vezes que ele fosse uma pessoa comum. Aquela que você esbarra na rua e se apaixona, ou que você vira amigo nos tempos de faculdade, namora e acaba se casando ou simplesmente alguém que estivesse longe desses holofotes malditos que me afastam cada vez mais dele e de um medo de poder amá-lo.

Eu queria pouco, mas comparado ao que ele era… Era orgulho que vencia um amor que era demais.

 

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