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O que é esse tal de amor?

Sentir, bem, o que sei sobre sentir? Se eu for parar para pensar, até que sei o bastante para sobreviver.

E uma das primeiras coisas que aprendi é que o amor é momentâneo. Eu realmente não sei por que tentamos torná-lo eterno, sabendo que, se ele está ali agora, não significa que ficará para sempre, ou até o fim.

Sei que isso poderia ser algo doloroso de se dizer, mas sabemos a verdade, e por que não damos razão a ela? E daí que te prometeram amor para a eternidade? E por que te prometeram isso sabendo que nós seres humanos somos falhos?

Você sabe que o amor é como uma vida: ele nasce, cresce, se reproduz (da forma dele, é claro), vai envelhecendo (se apagando, eu diria) e morre. A morte chega a tudo e todos, e da mesma forma o amor chega a todos, e se não chegou a você ainda, tenho certeza de que um dia chegará. Ou chegou e você não percebeu.

Uma vez alguém citou que a dor, na maioria da vezes, é mais perceptível que o amor. Mas por quê? Olhamos para tudo com um certo ar de pessimismo, apesar de tentarmos não o fazer.

O amor é algo que não machuca; se machuca, não é amor. E se esse “amor” te fere, deveria chamá-lo de dor. Mas o amor se diz por aí que é lindo, forte, regenerador. Então, não deveria trazer dor para a gente. Afinal, ele é o mais forte de todos os sentimentos.

A única coisa de que posso ter certeza na vida é como ela termina, e creio que tudo termina, num dia ou noutro. Se não fôssemos tão cruéis conosco, talvez soubéssemos dar mais valor à vida. E isso é uma forma de amor. Amar a si mesmo, porque só conseguimos amar ao outro quando temos amor por nós mesmos.

O amor pode ser visto de várias formas, existem várias opiniões diferentes sobre ele, e não sabemos se estão certas. Se formos parar um minuto para pensar mais sobre isso (não que alguns não o façam), saberíamos que não sabemos nada sobre amar. Que não temos certeza do futuro, e que algumas vezes o passado nos assombra.

Poderia passar dias tentando encobrir lados escuros da vida, mas a verdade é que não dá para esconder o que está na sua cara.

A dor, talvez, quem sabe, complemente o amor. A dor torna o amor virtuoso, e faz com que exista uma razão para ele existir, porque, mesmo depois de um término, podemos passar dias, até mesmo anos, e por quê? Porque o amor continua ali dentro de nós, só que machucado.

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