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Na cama comigo

Você poderia ter água dentro de você, mas ainda assim nada fazia eu esquecer que o fogo também te consumia. O fogo era impressionante, e você não poderia contê-lo. Eu tentava não ser vítima dessas circunstâncias. Era difícil demais, mas eu estava conseguindo ou eu estava meramente me iludindo.
Lembro-me de tocarmos as mãos. Estávamos no quarto, e ele estava deitado ao meu lado. Não tinha pressa.
Naquele momento o tempo era inteiramente nosso.
Ele levantou e me olhou ao pé da cama. Levantei de modo a estar quase sentada. Tirou a camisa e não resisti a desenhar seu ventre liso com os dedos. Era perfeito.
Eu só conseguia pensar em como eu sentia o amor. Ele poderia ter defeitos extremamente cruéis que sua aparência angelical faria questão de esconder; eram brutos e afiados, mas perfeitos para mim. Ele me abraçou e me colocou sentada sob seu colo. Estávamos quase da mesma altura. Me olhou demoradamente quase como se me estudasse.
— Você é linda… Sabia? — Afastou uma mecha de cabelo dos meus lábios.
Ele me beijou com infinita doçura que só grandes amantes podem fazer. Me deliciei com sua respiração tocando minha pele e a barba cada vez mais espessa roçando minha boca. Me tirou a roupa aproveitando para na primeira chance me tocar. Ele não parou para olhá-los. Traçou uma linha de beijos do pescoço até eles. Terminou por tirar-me o fôlego e se dedicar a me amar da forma como amou minha boca. Suspirei a cada movimento mais forte, e ele me teve com suas mãos em minha nuca e costas.
A mais deliciosa tortura que uma mulher pode se submeter. Estar totalmente à mercê do homem amado.
Me deitou com cuidado e percebi sua contemplação. Tinha muito prazer e satisfação nos olhos. Senti apertar entre minhas pernas um calor irreprimível. Pude notar claramente que percebeu minha reação. Se moveu para a última peça de roupa restante no meu corpo e retirou-a assim como alguém que desfaz o laço de um belo presente. Sem perder tempo, veio até a mim e beijou do meu colo até a parte mais sensível do meu eu. Sempre pensei sentir eternos pudores por estar sob tanta exposição, mas a cada momento eu declarava minha rendição.
Amor… Éramos apenas eu e você.
O jeito que me beijou demonstrou intensa paixão. Eu o segurei com amor e desespero para não perdê-lo jamais. Eu não queria perdê-lo… Jamais.

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