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Memórias suas

Minhas memórias como humano não são muito claras, mas me lembro claramente de viver com um livro nos braços estudando sobre os mistérios, as mutações da humanidade. O amor do Pai sempre me tocou, e sempre foi minha maior vontade servi-lo integralmente. Lembro-me também de um anjo me consagrar em alguma missão, lembro brevemente sobre Metatron. Lembro-me da Árvore da Vida, minha protegida e tão amada. Lembro até você e de um conselho dos anjos, da queda e do porquê de eu estar aqui: sentir e entender a todos vocês na integralidade e não mais julgar por isso.

Possuo memórias sobre o Éden e finalmente da mancha preta que tomou meu peito quando eu vi que os próprios filhos do Criador ousaram desrespeitar as ordens de um Pai zeloso. Posso dizer que nunca fui muito de ponderar, sempre fui uma pessoa rígida, pois acreditava que essa era a melhor forma de atingir a justiça. Um tanto contraditório quando se fala justamente do arcanjo da iluminação, mas as coisas eram mais fáceis quando não havia humanos habitando esta Terra. Era mais fácil lidar com o que já se conhecia do que lidar com seres mutáveis e donos da própria história que podiam simplesmente lhe virar as costas. É o filho primogênito que quer proteger o Pai de tudo e qualquer engano.

Por justamente ser da iluminação e incumbido de dar aos primeiros habitantes da Terra sua punição por desrespeitar o Pai, pude contemplar o que aconteceria. Não seria apenas a primeira vez, muito menos a última, e para mim era mais honroso cortar o mal pela raiz antes que fosse tarde. O Pai sempre foi misericordioso, mas nem sempre os seus anjos. Eu não o era, mas aceitei o que me foi pedido, só que aquela “mágoa” ficou no meu peito, o que contribuiu com muito para meu processo como o que eu era.

Hoje busco ao máximo me livrar de qualquer tipo de carma que acumulei. Retomo as minhas memórias, que são dignas e altamente instrutivas para quem está à minha volta. Disseco palavras, junto conhecimentos, assim como sempre o fiz, e sou uma pessoa grata por ser quem eu sou hoje. Ainda tenho muitas dúvidas e duvido de muita coisa pelas informações serem tão reveladoras e impactantes, mas o Pai sempre deu um jeito de me achar e me provar.

Minha confirmação mesmo em ser quem sou hoje só veio quando operei na cura de uma criança e minha mãe e outra médium viram a minha forma, as cores que emanei e o trabalho feito pelas mãos d’Ele. Minha mãe viu o símbolo da Árvore da Vida no momento em que a operei e, bem… Tem sido assim até agora.

Uma vez um amigo me perguntou por que eu buscava tanto as informações. Respondi dentro de suas limitações, para que ele pudesse me entender. E ele falou uma verdade indizível: não entendo a sua preocupação. As informações simplesmente chegam para você.

— Sim. O Pai nunca me abandonou, meu grande Mestre e Salvador. Paz.

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