RevisadoSem signo

Você deve deixar ele ir?

Eram essas dúvidas que me torturavam. A minha vontade de me jogar nos seus braços era imensa. Eu te amo tanto. Mas eu não deveria fazer o que é certo? Focar mais em mim apenas do que simplesmente abandonar os meus princípios e aceitar que você é o amor da minha vida? Eu deveria deixá-lo ir? Isso tudo estava me torturando. Poderia ser ciúmes e até egoísmo, mas essa era uma das grandes razões pela qual eu morria de ciúmes e preferia me afastar do homem que eu amava.

Não era sempre que eu tinha você ao meu lado. Eu ainda tinha minha vida, minhas coisas… Minha juventude. Era um tanto doloroso estar afastada, mas eu sabia que era necessário.

Eu precisava respirar. Não posso negar minha felicidade. Sempre irei afirmar que estava realizada com o que tinha acontecido, os meus sonhos se tornando realidade e vindo para mim. Ainda assim… Existia uma lacuna. Ele havia me pedido em casamento quando eu estava decidida a não tocar mais nesse ponto. Não voltar atrás.

E meu coração estava na mão a cada momento que o encontrava. O tempo se esgotava, eu insistia em não me concentrar nos meus afazeres para pensar… nele.

Minha mãe me encheu de perguntas. Sobre o que ele disse, o que vestiu, como se portou e até sobre o que pensava. Eu lhe contei o necessário, mas não o essencial. Sobre o pedido, sobre minhas questões e sobre minhas mágoas. Seria uma loucura para ela, eu sei. Era necessário que apenas ficasse tranquila, já que agora…

Apenas eu poderia me resolver com meus próprios princípios e quereres.

Suspirei. Era terrivelmente complicado. Já cansei de escrever o quanto ele tem seus inúmeros personagens. Em minutos eu estava com o meu amor, e de repente já não era mais.

É fácil julgar tedioso o que estou dizendo, mas… e se estivesse na minha pele, o que você faria?

Murmuro. Eu não poderia pedir ajuda de ninguém. A única maneira era seguir em frente enquanto eu me acho, ou me perco um pouco mais, e afastar ele do meu íntimo e da minha razão de fugir.

Um bip. Esperei angustiada para que uma nova mensagem chegasse. Recusei quase com ignorância o chamada de qualquer pessoa que tentasse me chamar. Sendo o que fosse, no fundo… eu sabia.

E por saber demais que… ainda assim não sabia o que fazer, era tudo muito confuso entre deixar ir e saber ficar.

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