RevisadoSem signo

Ela promete não mais voltar

Foi incrível que como em mais um dia eu estive submetida a você. É difícil explicar a razão para tudo isso que está acontecendo. Aquela coisa de “Não deixem dizer que não pode fazer uma coisa que quer fazer” parece não funcionar conosco, certo? Pois sempre que eu digo não, você vem para me calar e esquecer a promessa que eu havia feito sobre…

Nunca mais voltar.

Havia três semanas que eu e você estávamos separados. Assim que voltei à minha vida normal, apenas me deixou um bilhete dizendo sobre a nossa separação. Se uma coisa que eu duvidava era que em algumas situações você pudesse ser covarde, sempre jogou baixo para conquistar todo o desejo que a sua ambição requeria, mas aceitar uma separação nunca foi o seu forte. Tinha algumas fotos minhas junto de uma nova pessoa com o bilhete, e era essa a explicação dos nossos caminhos seguirem retas diferentes agora.

Tudo o que me deixou, eu recusei. Voltei para mim, para o que não deveria ter abandonado. Não procurei por outros rapazes, mas eles, sim, me procuraram. Conversei com algum sobre o que havia acontecido sem esperar que tomasse qualquer partido, mas para que caísse fora e me deixasse sozinha no mundo com minhas responsabilidades. Não o fez. Resolveu me ajudar por pura amizade ou singelo interesse.

Eu não sabia distinguir ao certo a manhã do entardecer. Para mim eram quase a mesma coisa, se não fosse o tom de morte da tarde que anunciava o cortejo fúnebre da noite.

Mergulhei no trabalho. Impedi que me perguntassem o que havia acontecido conosco. Eu desesperadamente esperava que esse nome morresse na minha cabeça e dentro do meu peito. As madrugadas eram cercadas de bebida ou um café quente para me manter acordado para um próximo trabalho ou edição. Mas sempre existia alguma hora em que eu parava para pensar no sorriso e nas palavras honestas dele.

Me peguei discando seu número e esperei que chamasse. Às vezes me contive, pois sabia que a saudade me fazia delirar. Deixei minha cabeça entre as mãos e mexi no cabelo. Ele era uma loucura.

Tinha algumas coisas em minhas mãos, porém em nenhuma delas me trazia o alívio para a dor de uma… culpa. Uma culpa que não era minha, mas que por conta da saudade mais uma vez eu carregava nos braços.

Eu iria superar. Uma hora isso não faria mais a menor diferença, e eu esperava esse dia chegar.

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