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O problema de se resumir em notas

E chega aquele momento em que você precisa se preparar para um vestibular, para uma prova muito importante dentro da escola ou da faculdade.

Você está tremendo, porque precisa passar nesse teste. Foram noites sem dormir. Outras em que você virou só estudando e sentia um desânimo em cada questão que ia errando. Sentiu um pouco mais de alívio quando entendeu o que a questão queria dizer e quando a matéria começou a fazer sentido para você. Isso tudo começou a se encaixar.

Mas, bem… Independentemente de qualquer coisa, a sua cabeça está nisso. E você se cobra, talvez você tenha alguém dentro de casa que te cobre também. Você vai até sua aula e encontra alguém que te cobra também. A vida toda parece te cobrar que você assuma a responsabilidade de tirar uma nota boa.

Você já se perguntou se por acaso você apreendeu a matéria, ou seja, você absorveu a matéria a ponto de ela ter mudado a sua vida? De ela realmente fazer parte do que você é? Bom, não. As pessoas te chamam de inteligente porque você tira uma nota alta, mas outras pessoas que colaram também tiraram. E sabe o que acontece? Elas também vão ser chamadas igualmente de inteligentes. E isso te aborrece, porque você sabe.

O problema de resumir a vida toda em notas é que nem sempre as pessoas conseguem enxergar o suor e as lágrimas que existem por trás delas. Uma nota passa, mas a inteligência não.

Você pode muito bem ter estudado aquele conteúdo e sabe bastante sobre ele, mas daqui a alguns meses você vai estar vendo outra coisa. Se lhe perguntarem sobre aquilo do passado que foi estudado, você não vai lembrar mais. Então eu pergunto: será que é válido mesmo todo esse estresse? Eu acredito no mérito.

Acredito que as pessoas devam ser qualificadas sobre aquilo que fez com que elas pensassem, tivessem um pensamento crítico sobre, e não sobre o que elas gravaram. O estudo e o ensino hoje se trata de quem grava mais informações, e não sobre quem sabe mais. Isso é errado, imoral, insensível, desumano e irreal.

As pessoas são cobradas por não conseguirem expressar aquilo que realmente pensam. E quanto às provas que recriminam a forma de pensar de um estudante que é diferente do que pensa a banca? A nota desce, ninguém mais te reconhece, e você acha que é ruim, sendo que na real… você pode ter a razão.

As notas diversas vezes são imorais, mas eu lhe digo: não deixe isso te rotular. Pense diferente daquilo que você estuda. Não se deixe bitolar. Há muito mais que você possa encontrar dentro dos livros da escola.

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