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Bruxa? Não

Minha vida sempre foi marcada de simbolismo. Desde muito pequena eu sabia que tinha alguma coisa de diferente comigo. De uma certa maneira, me foi “ruim”, porque quando eu tentava buscar algum tipo de referência espiritual e explicações com os meus pais, o que eu dizia era tratado como devaneio ou “coisa de criança”. Agradeço à fé que sempre tive por nunca ter perdido a vontade de buscar nem ter desacreditado um só momento a minha própria história.

Sabe, realmente é difícil separar imaginação fértil de intuição, mas conforme fui atingindo a maioridade, consegui fazer isso sem maiores problemas. Percebi que, por mais que eu tivesse as previsões nas mãos, a conclusão delas eu nunca tive, e elas poderiam mudar de uma hora pra outra.

Sempre me vi como Ermitão, metida nos livros. Minha mãe sempre dizia que sempre teve um na minha mão até os tempos de hoje. Eu escrevia, escrevia e buscava. Já fui chamada de Filha do Anjo, Filha da Morte, Feiticeira, Bruxa, Maga, Anjo… Incomparáveis nomes para partes da minha essência. Me chega a ser desconfortável falar sobre mim, mas se o Pai disse que era necessário, então tudo bem. Estou mais acostumada em me avaliar do que externalizar minha avaliação. Não sou melhor do que você em nada. Muitas vezes eu acho que você está muito mais além do que estou no momento. Sua inocência é uma benção. Acho que por eu estudar muito acabo tentando alcançar os demais com o que não tenho. Não sei, talvez suprir uma demanda, trazer a palavra certa no momento certo, estar agora mais perto dele depois de tanto tempo. Peço mais uma vez desculpas pela minha ignorância, tanto as cometidas no passado quanto aquelas que cometerei no presente, mas assim como você eu também estou buscando a verdade.

Estou tentando ao máximo não irromper no seu processo e aperfeiçoar o meu. O silêncio me tem sido a maior das respostas para meus questionamentos remanescentes, e tenho certeza que falar o mínimo contigo te poupará de mais uma voz dentro de tantas que assolam os seus pensamentos diariamente.

Sabe… Eu pedi ao Pai que toda e qualquer mensagem que porventura devesse ser passada a você fosse passada apenas para você. Por algum tempo fiquei sem obtê-las. Talvez fosse um pouco do meu egoísmo e da má vontade. Também do temor por ler na sua aura as dúvidas se instalando e até as dúvidas do meu papel contigo. Uma vez eu lhe disse que sua cegueira não me machucava, e eu percebi que… ela machucava mais do que eu esperava.

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